Escrita de discursos
A preparação e a escrita de cada discurso é muitas vezes a chave do sucesso
“Todos os dias fazemos discursos. Em casa, no trabalho, nas ocasiões sociais. Sempre que precisamos de comunicar ou influenciar uma decisão, sempre que queremos que alguma coisa se transforme, discursamos; em família, com amigos, colegas, chefes, funcionários, autoridades, com todos aqueles com quem nos relacionamos no decurso da nossa interacção social.
Falamos e escrevemos intuitivamente, mas quase nunca temos a consciência de que esses “discursos” diários são exercícios de poder construídos a partir das memórias que uma tradição cultural milenar deixou gravadas no nosso DNA.
Este poder está presente nos mecanismos mais subtis da troca social, Roland Barthes identifica-os no Estado, nas classes, nos grupos, mas também nas modas, opiniões correntes, espectáculos, jogos, desporto, informações, relações familiares e privadas, e até nos impulsos libertadores que procuram contestá-lo. O poder é um exercício múltiplo e ubíquo.
O poder, exercido em cada uma das suas esferas, é um exercício de responsabilidade, de preparação e conhecimento. Presente na vida pública e empresarial nos momentos mais solenes. A preparação e a escrita de cada um desses discursos é muitas vezes a chave do sucesso.”
in prefácio do livro “Os discursos que mudaram o mundo” por José- Manuel Diogo





