VÁRIOS SETORES DISCUTEM APLICAÇÃO DA CRIATIVIDADE AOS TERRITÓRIOS

Published on Jun 12 2012 // Agenda Setting, News
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Profissionais de diferentes setores analisaram a forma como a inovação se aplica nos territórios.

A primeira iniciativa da Oliva Creative Factory, em São João da Madeira, após o lançamento oficial foi hoje o Laboratório Lugares Criativos.

A iniciativa constitui a segunda etapa do programa que a Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas (ADDICT) vem dinamizando em seis cidades do Norte do país, procurando despertar o público de diferentes áreas para o potencial da criatividade enquanto motor de “reconversão e atratividade” de uma economia em evolução.

Suzana Menezes, diretora-executiva da Oliva Creative Factory (um centro que reúne negócios criativos e espaços de reflexão nesta área), declarou à Lusa que “o laboratório aproveita a experiência de diferentes profissionais para desenvolver ideias mais abrangentes que possam aplicar-se a territórios concretos e estimulem o envolvimento da comunidade no processo das indústrias criativas”.

Estas indústrias, sublinhou, promovem “um espírito de criatividade e inovação global de que toda a sociedade tem a beneficiar”.

O objetivo é concretizar a criatividade na prática: “Todos teremos que lidar, a certa altura, com um problema profissional e o que se pretende é que consigamos resolvê-lo com inovação, o que significará que o resolvemos de uma forma melhor, garantindo mais qualidade à solução”.

Contando com designers e artistas, profissionais do ensino e da comunicação e representantes de várias instituições ligadas à Cultura e ao Turismo, o laboratório de hoje demonstrou, segundo a responsável, que “a criatividade tem que ser um estado de espírito de toda a comunidade”.

“Não é possível pensar-se que estes projetos vão ter sucesso só porque três ou quatro empresas criativas se vão fixar aqui. Tem que haver uma ecologia de criatividade nos territórios e, no caso concreto da Oliva, cabe-nos instigar essa filosofia em todo o município, seja em designers e artistas plásticos, seja em médicos e assistentes sociais ou administrativos”, garantiu Suzana Menezes.

Realçando que “não há setores que estejam dentro ou fora da economia criativa”, a diretora da Oliva admitiu que se pretende chegar a um momento em que um professor, um médico ou um assistente administrativo se sintam parte desta economia e apliquem a criatividade no seu trabalho quotidiano.

Lino Teixeira, um dos participantes, acumulou experiência na comunicação mediática dos projetos de base criativa e reconheceu no laboratório que nem sempre é fácil convencer o público mais alheio ao setor quanto à pertinência dessa filosofia criativa: “Isto é bom, mas é como uma cebola, tem várias camadas e torna-se difícil montá-las a todas, cada uma das quais com a sua cor diferente”.

Lino Teixeira referiu que a maioria dos projetos de base criativa se esgota em pouco tempo, porque em causa está um setor “particularmente frágil por este tipo de contradição entre o efémero e o perene”.

A recomendação do especialista é a de que, precisamente por isso, os dinamizadores dessa economia tenham sempre presente a necessidade de investirem numa “dimensão simultaneamente cosmopolita e regionalista”.

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