PSD, CDS E PS FALHAM CONSENSO SOBRE ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL

Published on Mai 25 2012 // News
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O projecto de resolução do PS de reavaliação do Documento de Estratégia Orçamental foi chumbado nesta sexta-feira pela maioria PSD/CDS

Depois de terem fracassado as negociações entre os três partidos para a redacção de um texto comum. Isso mesmo foi admitido pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, momentos antes da votação, quando reconheceu terem havido “dificuldades de redacção que impediram o consenso alargado”.

O projecto de resolução do PSD/CDS de apoio ao Documento de Estratégia Orçamental (DEO) foi aprovado, com os votos contra do PS, PCP, BE e PEV.

Os projectos de resolução do PCP e do BE de rejeição ao DEO foram chumbados pela maioria parlamentar. O ministro das Finanças considerou que os projectos destes dois partidos “negam o problema” e revelam “incapacidade para o resolver”.

O desafio tinha sido lançado pelo líder da bancada do PS, Carlos Zorrinho. “Os senhores concordaram na quarta-feira que é preciso estimular o crescimento económico, concordaram na quarta-feira que Portugal tem de fazer escolhas nas áreas de ciência e tecnologia. Com qual medida é que não concordam, que impede que a maioria viabilize estas recomendações”, questionou Carlos Zorrinho.

Em resposta, o deputado do PSD Matos Rosa contrapôs: “Não se pode concordar na quarta-feira com uma política de crescimento e na sexta confundir rigor orçamental com austeridade”. O secretário-geral social-democrata deixou ainda um aviso sobre o sentido de voto socialista: “É uma oportunidade para o PS desfazer equívocos”.

Momentos antes, o deputado João Almeida do CDS tentou trazer o PS ao “consenso”, como aconteceu na quarta-feira quando PS, PSD e CDS acordaram em torno de um acto adicional ao pacto orçamental sobre medidas de crescimento económico e emprego. E acusou os socialistas de cederem aos seus interesses internos. “Fazer [um consenso] à quarta e não à sexta é servir os interesses próprios, interesses partidários”, disse o deputado centrista, sublinhando que “o país precisa de uma oposição que se concentre no país e não no seu partido”.

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